Hoje era pra ser só revisão. O professor foi jogando as músicas, mandando o povo dançar à vontade e refazendo os pares, de vez em quando. Depois da quarta música, declarou que não ia ter passo novo. Que a aula seria para pôr em prática tudo que nós, alunos, havíamos aprendido até então.
Exultante, declarei, em alto e bom som, que já havia executado todos os passos do meu "vasto" repertório, que se resume a três: o básico, o manquinho, e um giro. Quando eu conseguir juntá-los de forma harmoniosa, contínua e dentro do ritmo, já estará de bom tamanho.
Eu e minha boca. Bastou eu falar isso que ele, imediatamente, reformulou seu plano de aula e inventou de mostrar novamente um outro passo, unindo o manquinho, o giro e um eninhado de braços, que eu vi dá a hora desconjuntar tudo. Os mais desenrolados, ou já sabiam ou pegaram de primeira, carecendo apenas de alguns simples ajustes. Mas eu, com minhas necessidades especiais, precisei de um tratamento vip para desarnar, com direito à decomposição pormenorizada de cada movimento, repetição em câmera lenta, inclusive, indicando o jeito certo e a hora propícia para colocar a cabeça (entre os braços).
Nesse momento, Cris era a minha "pareia". É mais uma que me coloca no eixo. Começa enchendo a bola, segue dando confiança, ensina com paciência e cobra com veemência: Vai, menino! ("Hay que endurecer, pero sin perder la ternura, jamás!"). Salve Tche! Salve Cris! E foi assim que eu, finalmente, consegui ir do manquinho até o momento de colocar a cabeça e finalizar, voltando ao chamego básico e começando o muído de novo.
Um comentário:
Eita, tu tem necessidades especiais é? Eu nunca desconfiei,visse...nem parece! kkkkkkkk
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