domingo, 15 de abril de 2012

Conversa de latada: O mico

Ela sabia que ele não dançava, mesmo assim resolveu arriscar. Estavam com uma turma de amigos numa churrascaria, comemorando o aniversário de um deles.Um trio pé-de-serra animava a festa. De uma hora para outra, ela atacou:
- Zé, vamos dançar? Ele, assustado, respondeu:
- Já está bêbada, é?
- Não, Zé. Vamos dançar?
- Você sabe muito bem que eu não sei dançar. Vai sentar, vai!
- Mas é fácil. É só dois pra lá, dois pra cá.
- Eu me atrapalho na contagem. Chama outro.
Ela não desistiu. Foi para o meio do salão, e de lá chamou-o novamente.
- Vamos dançar, Zé!
Fez de conta que não era com ele, mesmo assim ela lançou sua última tentativa:
- Não acredito que você vai me fazer pagar esse mico, deixando-me sozinha aqui no meio do salão!
Sem se sensibilizar com aquele desesperado apelo, ele disse:
- Por mim vai ficar aí,sim. E se dependesse dele, até hoje lá ela estaria. Até hoje, não, porque agora, depois das aulas da academia, ela já teria ido lá salvá-la do constrangimento.

Conversa de Latada: Tem problema, não, doutor!


Dia desses fui num forrozinho que fica próximo a um posto de gasolina.
Não havendo mais vaga no local reservado para estacionamento, coloquei o carro numa área do posto. Por segurança, resolvi perguntar ao vigilante do forró se haveria algum problema em deixar o carro ali, ao que ele me respondeu:

- Tem problema, não, doutor! Só de vez em quando é que o pessoal anota o número das placas e entrega na CTTU (Companhia de trânsito do Recife).

terça-feira, 6 de março de 2012

Forró em dose dupla

Depois de ter amanhecido em um baile de formatura, fui com a companheira e alguns colegas do curso de dança à reabertura da Casa do Forró, localizada no bairro do Pina, Recife, que funciona todos os sábados,  a partir das 16 horas.

Apesar das opiniões contrárias, apelos e pressões, das vezes que dancei praticamente não sai do “dois prá lá, dois pra cá”. Dei-me ao luxo apenas de fazer algumas aberturas laterais de vez em quando, ou um manquinho aqui e acolá, só para a dama não reclamar do tédio e do incômodo de dançar “um passo só”.

Julguei que essas breves intercaladas fossem suficientes, mas desconfio que não foram, pois, no dia seguinte, quando chamei a companheira para irmos ver o Mestre Dominguinhos, no Forró de Arlindo, em Dois Unidos, ela topou de imediato, mas deixando bem clara a condição: Não contasse com ela para dançar, pois estava com o joelho doendo, fruto da sobrecarga do dia anterior.

Tempos atrás ela se queixaria também do pescoço, portanto, os fatos levam-me a crer que eu melhorei 50% nesse aspecto. Em breve deixarei de ser uma ameaça à saúde pública, bem como não mais serei causador de LER (Lesão do esforço repetitivo).