Hoje foi minha vigésima aula, mas pareceu-me até que era a primeira. Não por alguma sensação de que o tempo não passou, mas pelo meu precário desempenho do começo ao fim. Para não dizerem novamente que sou exagerado, faço uma ressalva: no começo até que eu mereci elogio do professor, mas isso foi durante os exercícios de alongamento, quando ele comentou sobre a minha correta execução dos seus comandos e por eu ter sido um dos poucos da minha faixa etária que conseguiu apoiar a perna na barra só com o impulso, sem a ajuda das mãos).
No mais, a prática de hoje ainda não foi suficiente para automatizar a sequência de cinco movimentos encadeados iniciada na aula anterior, nem tampouco a outra sequência proposta, inclusive, já praticada dias atrás.. Dancei com cinco damas, cada uma contribuiu sobremaneira para melhorar minha performance, mas com nenhuma delas a coisa foi cem por cento. Com muito boa vontade, daria pra dizer que foi razoável. A que me é mais íntima, suspeitando de alguma responsabilidade sua nesse processo, perguntou-me se eu era travado assim também com as outras ou era só com ela. Numa humilde e sincera confissão, disse-lhe que isso não era "privilégio" dela. Todas as demais também foram vítimas da minha costumeira descoordenação motora.
Mas hoje realmente o caso estava sério. Só encontro uma justificativa: a trilha sonora. O professor caprichou na seleção de fuleragem music, genero degenerado do forró que eu abomino de coração, ouvidos, pernas e corpo inteiro. É que não dá mesmo! Se eventualmente eu travo até ao som de Dominguinhos, Petrúcio Amorim, João Silva e outros feras, quanto mais com essas músicas horrorosas de aviões e companhia limitada. É alergia mesmo e não tem corticóide que dê jeito.
Não serei hipócrita para colocar a culpa na música, mas tenho plena convicção que minha limitações ficam mais acentuadas quando a música não presta. E se não foi esse o principal motivo, certamente foi a gota d´água do desmantelo.
Mas no caminho de casa, não perdi tempo. Fiz minha assepsia auditiva, colocando no som do carro Dudu do Acordeon, Genaro e Walkiria e Maciel Melo. Santos remédios, sem contraindicação, que podem ser usados à vontade, de forma isolada ou associada e sem perigo de efeitos colaterais por consumo em demasia.
2 comentários:
kkkkkkkkkkkkkkkk,
também tenho esse tipo de alergia.
Ainda bem que tem tratamento.
:P
é, certas múscias nao ajudam... dá vontade de sair correndo pra longe, ne? mas pense da seguinte maneira: vc pôde enfim ouvir aquela boa música no seu carro... comigo, geralmente acontece da pessoa que senta do meu lado no onibus colocar technobrega... sempre pode ser pior, amigo...
XD
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