A aula de hoje foi alicerçada na ampliação do movimento que envolve uns pulos, comentado em postagem anterior. Novamente me deparei com uma dama que comungou com meu pensamento de que aquele era um passo sem futuro, mas, fomos disciplinados e demos o máximo de nós na execução do mesmo. Só que quando o professor dava as costas, a gente ficava só chamegando no "dois pra lá dois pra cá" felizes da vida, com direito até a uns improvisos e mungangas.
Mas alegria de pobre dura pouco e, antes que começasse a segunda música, minha dama cúmplice foi embora. Com sua ausência, fui destacado para dançar com uma aluna novata e novinha, com jeito de ninfeta e gestos de bailarina, pois até escala abriu durante o alongamento inicial (não pra fazer inveja a nós já na "idade do condor", mas, involuntariamente, levada a isso pelo chão escorregadio).
O que seria uma dádiva acabou virando lástima, pois não consegui dar conta da responsabilidade e a bailarina acabou entregue a mãos mais habilidosas. O desconsolo imediato por ter sido desapartado dela tão precocemente foi substituído pela satisfação de ter me saído razoavelmente bem com outras damas.Perdi no atacado, mas ganhei no varejo.
Isso ficou mais evidente na última música, quando esgotadas as opções de rodízio, novamente fui lançado de volta à bailarina. Desta vez, a falta de sincronia foi mais explícita e caótica no nosso pas de deux. Eu não sabia se estava na Sala de Reboco ou no Teatro Municipal, fiquei em dúvida se quem estava tocando era Dominguinhos ou uma orquestra sinfônica, e já me perguntava se devia fazer os giros e laços ou cambrês e grand plié.
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