quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sétima aula

A noite começou com uma conversa amena na recepção da academia, enquanto a aula tivesse início. Foi bom descobrir que não fui o único a sofrer de ansiedade e insegurança nas primeiras aulas. Não sei se ele também suou frio de pavor ou se esteve prestes a dar “ré pra trás” como eu, mas ai já é querer demais!

Suspeito que alguma mudança começa a acontecer. Parece que, de vez em quando, já consigo perceber que estou fora do ritmo. Só não sei ainda se nos outros momentos eu entro do ritmo ou deixo de sentir que continuo fora do compasso. Mas, olhando pelo lado bom, esses lapsos de percepção já podem ser um indicativo de que uma relação amistosa e harmoniosa entre mim e o ritmo pode acontecer um dia.

Não sabia que esse negócio de dança era tão paradoxal assim. Para mim, sempre foi óbvio que a dança depende da música, mas ainda continuo sem entender porque é que, quando a música entra na história, a porca torce o rabo. Fico tentado a pensar que é porque o ouvido fica distante dos pés, mas, se fosse por isso, a dificuldade seria geral. O que não é o caso. Talvez Einstein ou Freud explique!

Busco explicação para a incômoda tensão muscular no começo desta aula. Na música primeira, parecia que as extremidades do fêmur estavam com esporões fustigando intermitentemente os músculos das coxas.  Era quase câimbra. Vote! Ainda bem que passou.

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