quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sexta aula

Tal qual no filme “Como se fosse a primeira vez!, para mim, cada aula continua sendo um tragicômico recomeço. Não vou dizer que volto ao zero, pois, como disse Chico Science, “um passo à frente e você já não está mais no mesmo lugar”. Mas tem hora que dá a impressão que, ao descer aquela escada, deixo ficar lá em cima o que me teria sido ensinado minutos antes. E sempre que subo aqueles degraus levo a sensação de estar me dirigindo a um mundo desafiadoramente desconhecido. Hoje, não foi diferente. Após o alongamento do início, o professor jogou, a título de aquecimento, um forró pesado e mandou a gente se virar. A metade desta interminável música eu passei tentando achar o ritmo e acertar o passo com a minha dama da vez, que, generosamente, quis assumir a responsabilidade dos nossos desacertos, dizendo que se atrapalhava porque ainda estava impregnada do ritmo da aula anteior (ela faz dança de salão no primeiro horário). A outra metade, foi tentando convencê-la da minha parte da culpa pelos atropelos dos pés e tentando lembrar de algo que fosse além do básico “dois pra lá, dois pra cá”, o que só veio acontecer muito tempo depois, quando, milagrosamente, consegui executar o movimento com giro, ensinado na aula passada. Certo que eu parecia um TRANSFORMER dançando, mas a tolerância da pareia e o incentivo do professor fizeram-me ignorar o meu desmantelo e continuar acreditando que nada melhor que um dia atrás do outro e uma noite de forró entre eles.

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