Ficou todo animado quando o professor colocou-me para dançar com aquela gaúcha que ali estava para sua primeira aula de forró, mas, diferentemente da aula anterior, confirmei o dito "alegria de pobre dura pouco". Afinal, primeira aula necessariamente não significa que não se tenha conhecimento prévio nem talvez uma predisposição para a atividade.
Aos primeiros acordes do xote vi que aquela ali essa uma forrozeira de mão cheia o que já me deixou cabreiro, estado que se agravou mais ainda quando ela disse que nós, nordestinos, já tínhamos o forró no DNA, como se todo carioca fosse bamba no samba e todo argentino o papa no tango. Depois dessa, minhas pernas deram um nó e o tico e teco da dança fizeram um buruçu no juízo, que nem acertava o que estava sendo ensinado e nem lembrava o que eu pensava ter aprendido antes. O riso leso disfarçava (ou denunciava) o constragimento, quando fui salvo pela troca de pares. Neste momento, a novata correu o risco de continuar comigo, mas eu recomendei ao professor que tivesse pena da coitada e a colocasse com um cavalheiro à altura.
Com a nova dama, o negócio pegou. O começo foi uma verdadeira briga de foice, mas aos poucos passou para uma luta de canivetes, porém, no fim, parece que a gente conseguiu fazer as pazes, e, inexplicavelmente, pela primeira vez eu consegui encadear vários passos diferentes e executá-los de maneira razoável. Tomara que isto tenha sido o início de uma nova fase e não apenas um fenônemo ocasional.
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