terça-feira, 31 de maio de 2011

No limite da paciência...

Na aula desta segunda-feira coube-me dançar com uma dama ansiosa e impaciente. Não tiro a sua razão, pois a sequência de movimentos que estava sendo trabalhada já era bastante familiar aos mais antigos, porém estava sendo um bicho-de-sete-cabeças para os novatos (e um pouco também para mim). Não foi à toa, que, certa altura, quando recebemos o comando de dançar sem o professor como guia, ela não se furtou de perguntar:
- É para dançar livre ou ficar nesse lenga-lenga?
Era para ficar no lenga-lenga!
Em estado de alerta, procurei executar o mínimo necessário aqueles passos tão exaustivamente já repetidos, torcendo para que minha memória coreográfica não me traisse e eu pudesse "enfeitar" com um ou outro passo diferente, ensinado anteriormente. Suspeito que eu não tenha sido tão competente nesta tarefa quanto deveria, porque, por duas vezes, o professor me viu sozinho no salão e ao perguntar por minha dama, obteve como resposta:
- Professor, ela teve uma sede repentina e foi beber água!
Mas o abandono temporário foi plenamente tolerado, uma vez que, conhecendo bem o temperamento de minha dama, sabia que tal ato era apenas expressão de sua ansiedade em experimentar novidades, até porque ela permaneceu sempe paciente comigo, ajudando-me a lembrar e concluir os movimentos.
Para sua felicidade, houve um rodízio entre os pares e ela teve a oportunidade de dançar com um outro cavalheiro, mais desenrolado e serelepe que eu.
Do meu lado, xoteei com mais duas outras damas e sai de lá consciente de que, após quase seis meses, não estou tão longe assim de executar com certa desenvoltura o tradicional dois pra lá, dois pra cá.
Aguardem-me!

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