O fato dele não dançar não o impedia de ir aos forrós da cidade, para curtir o ambiente, a música e a farra com gente amiga. Nessa tarde, no Arriégua, não foi diferente. Um forró bom da gota, gente bonita, alegre e festeira. Lá estava ele à mesa, tomando rum com coca e conversando com Aninha, sua grande amiga, quando Polyanna, uma prima dela, mulher bonita e dotada de outros agradáveis atributos, chega, toda queixosa, e diz para os dois:
- Eu devo está muito derrubada mesmo. O forró já está acabando e até agora nenhum homem me chamou pra dançar. Como é que pode!
Mesmo consciente que um simples gesto seu haveria de ajudar na recuperação da autoestima daquela forrozeira insatisfeita, ele só foi capaz de cochichar ao ouvido de sua amiga:
- Eu estou com dó da tua prima, porque, se depender de mim, ela vai continuar sem dançar..
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