segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Décima aula

O rojão hoje foi quente. O professor não alisou. Já começou a aula com um baião coletivo, mostrando as diversas possibilidades de movimentos das pernas. Para os lados, pra frente, pra trás, chutando, girando, mancando e o escambau a quatro. Se ele tivesse executado na velocidade 3 eu teria fixado ao menos umas duas variações, mas, parece que a velocidade 6 foi suficiente para a maioria pegar o jeito. Então, paciência. Devagar se vai ao longe, já dizia meu avô.

Passada a hora do aquecimento, voltou a ser trabalhado o passo treinado na aula anterior. Esse, como foi exaustivamente repassado na velocidade 2, eu consegui absorvê-lo em torno de setenta por cento.  Além do mais, fui premiado com uma jovem dama, graciosa, paciente e atenta aos meus deslizes, que, com uma meiguice singular, dava-me a dica de como corrigi-los.  Depois de inúmeras tentativas, conseguimos concluir a sequência de movimentos conforme nos foi ensinada. O que deu a murrinha e não saiu de jeito nenhum foi a transição de um passo para outro. O jeito era parar um, se posicionar, respirar fundo, se concentrar e executar o seguinte.

Por um momento  a professora pensou que eu trabalhava na CEASA ou era calunga de caminhão. Porque ela disse que eu estava jogando a dama para o lado como se fosse um saco de batatas. Depois desta observação, tentei ser menos brucutu. Tomara que a minha graciosa dama não tenha ficado com alguma luxação ou hematoma.

A aula hoje foi bem vegetariana. Além do saco de batatas, teve também gente dançando feito uma árvore, só da cintura pra cima. Não fosse o olhar atento do professor, tinha enganado direitinho.

Por fim, percebi o quanto é importante o cavalheiro passar segurança à sua dama. Por isso, amanhã cedo, a primeira coisa que eu vou fazer, é comprar uma maromba e uns halteres, trabalhar bíceps e tríceps, ganhar um muque para assim, não ver o olhar de pânico de uma dama com IMC um pouquinho acima do desejado, temendo que eu não seja capaz de sustentar por alguns segundos o peso do seu corpo sobre o meu, como aconteceu na aula de hoje. Ainda bem que minha demência deu uma trégua , deixando-me traduzir aquele riso como sinal de nervosismo, entender a causa do desconforto e não perder o embalo da dança fazendo apenas o caô de que a estava puxando para cima de mim. Quem manda ser um buchudo franzino e só fazer levantamento de copo!

Um comentário:

munirah disse...

eu acho q ainda nao deu pra notar teus novos musculos... XD